Educação para Mídias e Artes

Um projeto educacional voltado para a leitura e apropração crítica dos meios de comunicação e da arte contemporânea testado e aprovado.

  • Premiado em 2004 pelo programa Arte na Escola Cidadã em São Paulo;
  • Selecionado para IV Cúpula Mundial de Mídia para Crianças e Adolescentes no Rio de Janeiro;
  • Vídeos feitos por alunos do projeto foram selecionados para representar a Bahia em 2003 e 2004 na mostra Geração Futura no Rio de Janeiro;
  • Um Trabaho feitos por alunos do Ensino Médio foi um dos 150 selecionados entre 1675 trabalhos inscritos de todo o Brasil para participar da Bienal do Recôncavo, um evento profissional de arte;
  • Conta com cinco publicações cientificas e oferece cursos e oficinas para professores e estudantes da área.

A diretriz atual da proposta é capacitar professores multiplicadores e alunos da rede pública contemplando os seguintes objetivos:

  • Trabalhar com a observação, análise e crítica das diferentes formas de comunicação e artes, abordando desde a pintura até as mídias eletrônicas.
  • Fazer reflexões sobre a necessidade artística em cada momento histórico verificando a influência das imagens sobre o indivíduo em cada período, estimulando a autonomia na elaboração de conceitos singulares , valorizando os múltiplos olhares.
  • Utilizar as novas tecnologias e a arte contemporânea como ferramentas de produção e experimentação artística
  • Desenvolver o pensamento complexo e abstrato para elaboração de significados subjetivos.

Baseando-se em mais de três mil e quinhentos estudos feitos por organizações e especialistas de vários países, a UNESCO publicou dois relatórios, que entre outras coisas, atestou a existência de um nexo causal entre a violência no mundo real e a violência mediada. Segundo dados publicados nesses relatórios, um jovem antes de completar 18(dezoito) anos assiste em torno de 200 mil atos de violência na televisão, dentre eles, 30 mil assassinatos e 14 mil referências ao sexo durante o ano. Dentre os efeitos diretos e indiretos da baixa qualidade do conteúdo estão: a obesidade, a estimulação da atividade sexual precoce, o comprometi-mento da capacidade reflexiva, entre outros. Diante desse quadro várias organizações que lidam com a saúde física e mental de jovens e adolescentes, entre elas, a Associação Médica Americana, consideraram o problema da superexposição ao conteúdo midiático de baixa qualidade como um problema de saúde pública.

Apartir desses dados e de experimentações artísticas abordando o impacto da mídia no indivíduo e na sociedade, o o Instituto Roerich através da sua Diretoria de Educomunicação desenvolveu uma extensa pesquisa que resultou num projeto educacional, que em 1999 teve sua primeira versão aprovada e financiada pelo Programa de Capacitação Solidária. Sob o título de Curso de Capacitação para Produção em Vídeo e Educação para a Mídia e Não-violência, este projeto atendeu a jovens de baixa renda nas comunidades do Jardim Cruzeiro e de Brotas em Salvador-BA. Em razão do êxito ele foi novamente aprovado em outras três versões capacitando um total de 120 jovens.

O projeto se consolidou em 2001, apartir de sua implantação no currículo escolar do Colégio Helyos (rede particular), em Feira de Santana-BA, configurando-se, como uma experiência pioneira no Brasil.

A Educação para as Mídias e Artes pode ser aplicada através de projetos ou dentro do currículo escolar, onde é feita uma divisão modular por série e/ou faixa etária, na qual se trabalham diferentes temas, podendo abranger desde o Ensino fundamental até o Ensino Médio.

A linha principal que permeia todos os temas é a reflexão sobre o conteúdo apresentado pela mídia com posterior produção de material, pelos alunos, envolvendo arte contemporânea e mídias digitais. Trabalha-se assim, dois vieses importantes: o teórico e o prático. Fazendo reflexões críticas se promove a leitura dos meios; produzindo, o aluno se apropria das diversas linguagens e re-elabora sua relação com os meios de comunicação, assumindo uma postura mais ativa, consciente e crítica. Procurando dessa forma desenvolver a sua autonomia, capazes de analisar e interagir criticamente com o conteúdo e os parâmetros estéticos das diversas mídias que permeiam o mundo atual.

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